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Quinta, 21 de outubro de 2021
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Coluna

Cabinha é o menino de pé no chão, joelho ralado e canelas cinzas de terra

E onde tem um bando de cabinhas tem barulho, traquinagem, malinação e muita alegria

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Cabinha

 
Em bom piononês, essa é expressão utilizada para designar um indivíduo no auge da fase mágica da vida: a infância. É o que por aí chamam de "gurí", "moleque".
Cabinha é o menino de pé no chão, joelho ralado e canelas cinzas de terra se divertindo com uma bola murcha (ou qualquer outro apetrecho).
Cabinha é indivíduo, mas também bando. E onde tem um bando de cabinhas tem barulho, traquinagem, malinação e muita alegria.
Cabinha que é cabinha anda com o cabelo desgrenhado, a roupa amarrotada e um sorriso fácil no rosto. Não tem a ver com pobreza, falta de cuidado ou grau de instrução, mas com a liberdade de ser o que é. Em essência, livre.
Pena que estão ficando raros. Domados pelas telas, os cabinhas estão virando apenas meninos. Que não olham, não correm, não experimentam. Apenas meninos.
SOS. Salvemos os cabinhas.
 
Pode ser um desenho animado
 
Texto do piononense Rômulo Maia
(Charge do Izânio Façanha - @izanio_charges)
 

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