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Sexta, 21 de janeiro de 2022
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Covid-19

Mulher aparece em vídeo aleatório alegando que quem tomou a vacina contra a covid-19 vai precisar se tratar o resto da vida.

A mulher não se identifica no vídeo, apenas afirma que teve essa revelação em um evento "de hidromolecular" em Brasília.

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Mais um caso de rumores infundados contra as vacinas da covid-19 começa a ser difundido nas redes sociais, sobretudo pelo whatapp.  Em vídeo, uma mulher não identificada alega ter ficado impactada com a descoberta de que uma suposta "proteína spacker", contida na vacina, liberaria "várias fibrinas na corrente sanguínea", provocando coagulação no sangue e levando muitas pessoas a óbito. A mulher ainda pede aos pais que não vacinem seus filhos adolescentes pois estariam fazendo um grande mal a eles. Alega ainda que mesmo os que não sentem nenhum sintoma agora certamente sentirão daqui a alguns anos.  

O vídeo por si só já é muito suspeito e pouco crível, por várias razões. A começar pela falta de identificação da pessoa a falar. O modo como se expressa revela alguém com pouco ou nenhum conhecimento sobre o assunto. Quando digitamos "1º Evendo de Hidromolecular no Brasil (possivelmente o correto seria evento de terapia hidromolecular)", não aparece nada sobre o assunto. O tal evento parece não ter existido ou se trata de algo obscuro, ligado a terapias alternativas sem comprovação da ciência ou da medicina. 

Insistindo na pesquisa, o que aparece são os sites de verificação de informação já desmentindo o tal vídeo e apresentando razões claras e plausíveis pelas quais não se deve dar crédito a tal mulher.

O trecho abaixo é do boatos.org:

Vacinas causam fibrina no sangue de todos vacinados e crianças não devem ser vacinadas?

 A fibrina nada mais é do que uma proteína que atua na resposta a quadros hemorrágicos ou nos quais haja um grande extravasamento de sangue. Ela desempenha um papel bastante importante no processo de coagulação. Quando uma pessoa sofre uma lesão, um alerta é enviado ao nosso corpo e ele inicia a produção de fibrina. Ao se entrelaçar, a fibrina que parece um longo fio forma uma malha ao redor do ferimento e estanca o sangue. Isso ocorre porque essa malha captura hemácias, leucócitos e plaquetas para formar um coágulo.

a proteína que compõe o SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, é a proteína Spike. E não “Spaker”. Vale ressaltar que o nome da proteína Spike foi amplamente divulgado na mídia ao longo da pandemia e é um antigo conhecido de pesquisadores, biólogos, biomédicos e médicos (especialistas com autoridade para falar sobre o assunto). Uma pessoa que não sabe sequer o nome da proteína que faz parte do vírus, com certeza não deve ter a mínima noção de  produção de fibrinas no sangue.

Ao procurar pelo nome do evento citado no vídeo, não encontramos nada. Pelo contrário, descobrimos que o termo é utilizado em tratamentos estéticos e em teorias místicas quânticas na internet.

A maior parte das pessoas não sentirá efeitos colaterais e os que sentirem serão reações leves, como dor no local da injeção, febre, fadiga, dor de cabeça, dor muscular, calafrios e diarreia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os efeitos colaterais ocorrem nos primeiros dias após a aplicação da vacina. Ou seja, não dá para ter efeito colateral da vacina depois de 2 ou 3 anos.

Se uma vacina realmente causasse fibrina, levando à formação de coágulos e, futuramente, trombose, com toda certeza não seria aprovadas pelas principais agências de saúde do mundo. Sequer seriam aprovadas nos testes de segurança durante o desenvolvimento dos imunizantes. Além disso, a própria Organização Mundial da Saúde (OMS) atestou que as vacinas são seguras, gerando anticorpos para nos proteger da doença.

O boatos.org continua ainda tecendo várias razões pelas quais as vacinas não causam o efeito sugerido no vídeo em apreço. É surpreendente como as pessoas são receptivas a informações desse tipo. Obscuras, carentes de embasamento seguro e de estudos feitos a partir de agências verdadeiramente reconhecidas no assunto. 

Vale lembrar que não só a OMS atesta todas as vacinas em uso como seguras e eficazes como também nossa Agência Nacional de Vigilância Sanitária faz o mesmo. Sem contar as agências que desempenham o mesmo papel nos países desenvolvidos como Estados Unidos, Inglaterra e Espanha, entre outros. 

Fonte/Créditos: Por Walton Carvalho

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