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Sexta, 21 de janeiro de 2022
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Brasil

Foi obrigada a cavar a própria cova antes de ser assassinada

Segundo o delegado Bruno Fernandes, um dos suspeitos disse que o crime ocorreu momentos após a jovem fazer contato com a família

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A Polícia Civil de Santa Catarina revelou, nesta sexta-feira (3), os motivos que levaram ao assassinato da paranaense Amanda Albach, de 21 anos. O corpo da jovem foi encontrado enterrado na praia Irapirubá Norte, em Laguna, no Sul catarinense, no início da tarde de sexta-feira. Três pessoas, uma delas amiga da vítima, foram presas temporariamente em Canoas, no Rio Grande do Sul, na quinta-feira (2). Amanda deixa uma filha de 2 anos.

Segundo o delegado Bruno Fernandes, responsável pela investigação, um dos suspeitos disse que o crime ocorreu momentos após a jovem fazer contato com a família, em 15 de novembro. Ele teria obrigado a jovem a fazer a própria cova antes de disparar duas vezes contra a vítima.

"A motivação vai ser apurada com todo o contexto, mas, preliminarmente, um dos investigados se sentiu incomodado porque Amanda teria contado sobre o envolvimento dele com tráfico de drogas e tirado uma foto da arma dele. Não gostou da situação e optou por tirar a vida dela", disse o delegado.

 

Segundo a defesa da família, o corpo de Amanda deve ser reconhecido por um familiar e liberado neste sábado (4), no Instituto Geral de Perícias (IGP) de Tubarão, no Sul do Estado.

Investigações 

A denúncia do desaparecimento chegou à polícia catarinense no dia 19 de novembro, quando foram iniciadas as diligências. Nas redes sociais de Amanda, a última publicação que a polícia encontrou foi do dia 13 de novembro. Era uma foto na Praia do Canto, em Imbituba, no Sul catarinense.

Os policiais buscaram informações sobre a vida social da jovem e confirmaram que ela esteve em uma festa no dia 14 do mesmo mês, em Florianópolis. Depois disso, retornou com o trio preso à casa onde estavam, na divisa entre Imbituba e Laguna, no Litoral catarinense. 

Ao colher depoimento das últimas pessoas que estiveram com a vítima antes do desaparecimento, a polícia encontrou "incongruência em falas", o que despertou a suspeita do envolvimento do grupo. 

"Hoje, com a colaboração dos presos, [eles] contaram o que teria acontecido, e o último investigado foi essencial. Acabamos encontrando [o corpo] em Itapirubá [praia de Santa Catarina]", comenta.

Enquanto era ouvido pela polícia, já em Santa Catarina, o investigado ainda relatou que levou a vítima até o local onde o corpo foi encontrado enterrado. Também disse que efetuou dois disparos de arma de fogo contra ela.

Conforme o delegado, a vítima havia encaminhado um áudio para familiares avisando que retornaria na terça-feira (16), com transporte de aplicativo. A família, conforme o delegado, suspeitou que a voz dela estava estranha e que havia vento no plano de fundo do áudio.

"Fizeram essa cova e segundo ele, o próprio áudio que ela encaminhou para a família, ela já estava com ele neste local", conta.

À polícia, o mesmo suspeito relatou que coagiu a jovem a abrir a própria cova. Em seguida, disparou dois tiros e escondeu o corpo, disse o delegado.

Os policiais não revelaram qual foi a participação dos outros dois presos.

Relação de Amanda com suspeitos

Uma das pessoas presas era amiga de Amanda, segundo a polícia, e havia morado em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, conforme o delegado.

"Foi esse vínculo que trouxe ela [a vítima] até essa casa em Santa Catarina. Ela veio para comemorar o aniversário dessa pessoa", relata.

 

Fonte/Créditos: Meio Norte

Créditos (Imagem de capa): Meio Norte

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