A arquiteta campomaiorense Virgínia Bandeira, que foi expulsa de um show do cantor Gustavo durante o réveillon no Marina Park Hotel, em Fortaleza, se manifestou sobre o assunto após a enorme repercussão que o caso ganhou. De acordo com a moça, a questão da expulsão não teria se dado apenas pelo arremesso das garrafas d'água, mas teria também uma conotação política no meio, pelo fato de ela ser eleitora de Lula e Lima apoiador declarado de Jair Balosonaro.
"Pra ele é muito fácil com um microfone na boca falar o que quiser. Confesso que não tive vontade nenhuma de me manifestar, mas vendo a repercussão do caso, resolvi falar", diz a arquiteta em trecho de uma nota publicada por ela.
Segundo a campomaiorense, o cantor transformou o show numa espécie de "ato político" em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro e isso a teria desagradado pelo fato haver pago um ingresso caro para se divertir na virada do ano e não para assistir um ato político em favor de um presidente que, nas palavras dela, tanto massacrou os brasileiros.
"Minha reação e de várias outras pessoas foi levantar a mão e fazer o L de Lula. Por conta disso, logo no início do show, ele se dirigiu a mim falando que eu merecia o bom e o bom era ele, nesse momento repeti o gesto fazendo o L", diz Virgínia em outro trecho da nota.
A arquiteta ainda destacou que o cantor também falava durante o show de suas experiências sexuais em tempos passados, o que foi considerado por ela como uma total falta de respeito com as famílias presentes no evento, aumentando ainda mais a sua indignação.
A campomaiorense admite que se excedeu ao jogar garrafas de água na direção do cantor, mas afirma que foi consequência da sua indignação no momento, por tudo que havia presenciado. A mulher ainda aguarda o ressarcimento do valor pago no ingresso do show, mas afirma que nada vai compensar o transtorno que sofreu no evento.
Segundo Virgínia, a repercussão do caso ainda trouxe outras consequências desagradáveis, pois sua filha, de apenas 13 anos, estaria sofrendo ofensas em suas redes sociais.
"Ainda estou aguardando a devolução do valor que foi pago no ingresso, conforme ele prometeu, e garanto que nada vai pagar a reparação do transtorno que a atitude do músico causou a mim e consequentemente na minha família. Tenho uma filha de 13 anos que está recebendo ofensas em suas redes sociais. Graças a Deus, tenho pessoas na minha família e amigos que estão me dando total apoio", diz a profissional no final da nota
O Carnaubais.Com se coloca a disposição da arquiteta Virgínia Bandeirta para outras considerações que se mostrarem necessárias, ao tempo em que conclama aos internautas que procurem separar as coisas e parem com qualquer tipo de ofensa a filha dela, pois esse tipo de atitude não se justifica por razão nenhuma e pode ser configurado como crime, ainda mais sendo praticado contra uma menor de idade.

Com informações do Portal de Olho
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