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Quarta, 29 de junho de 2022
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Brasileira presa por tráfico na Tailândia escapa da pena de morte

A sentença foi proferida no domingo (8) na Tailândia, mas a embaixada só recebeu a informação na quarta-feira (11).

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Presa na Tailândia em fevereiro por tráfico internacional de drogas, a brasileira Mary Hellen Coelho Silva, de 21 anos, foi condenada a nove anos e seis meses de prisão. A informação é de Kaelly Cavoli Moreira, uma das advogadas de defesa da jovem. 

Segundo a advogada, a sentença foi proferida no domingo (8), mas a embaixada só teria recebido a informação na quarta-feira (11). Já os advogados só tomaram conhecimento da decisão na madrugada desta quinta-feira (12) por meio de um e-mail do consulado brasileiro. 

As informações ainda são preliminares, porque, até a última atualização desta reportagem, os advogados não haviam recebido a sentença completa. 

“A gente teve uma pena muito positiva, melhor do que a gente esperava. Nós já tínhamos descartado a pena de morte e a prisão perpétua. Estamos caminhando para uma pena humana, o mundo precisa ir na contramão de penas desumanas”, afirmou Kaelly. 

A defesa estuda agora pedir o "perdão real" ao rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn, que está no trono desde 2019.

A Tailândia é um dos países onde o tráfico de drogas pode ser punido com pena de morte, dependendo do tipo de entorpecente, da quantidade e das circunstâncias. No caso da cocaína, a lei mudou no final de 2021, quando a pena máxima passou a ser de 15 anos de prisão. 

De acordo com a advogada de Mary Hellen, a sentença se divide da seguinte forma: dois anos por crime civil; e sete anos e seis meses são por crime penal. 

“A brasileira teria sido assistida por defensor público nomeado pela própria corte. O setor consular está tentando, desde ontem [quarta-feira, 11 de maio], obter cópias dos documentos da sentença da brasileira”, informou Kaelly. 

Ainda de acordo com a defesa, após ter acesso à sentença, os advogados tentarão a extradição da jovem, para que ela possa cumprir a pena no Brasil.

 

O advogado Telêmaco Marrace, que também defende defesa de Mary Hellen, afirma que ela entrou de "mula" na Tailândia e não sabia da existência da droga dentro da mala. 

 

Fonte/Créditos: G1

Créditos (Imagem de capa): Reprodução/G1

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